Em 14 de outubro de 2026, a Japan Airlines (JAL) anunciou um pedido de até 26 jatos Embraer E190-E2 para renovar a frota da J-Air, sua subsidiária regional. É a segunda vez em pouco tempo que a Embraer vence a concorrência dentro do mercado doméstico japonês: a rival ANA já havia escolhido os mesmos jatos E2 em um pedido anterior, cimentando a presença da fabricante brasileira nas duas maiores companhias aéreas do Japão.
Imagem: um Embraer 170 operado pela J-Air, subsidiária regional da Japan Airlines. Foto de Aeroprints.com, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).
O pedido da JAL para a J-Air é de 16 unidades firmes mais 10 opções de compra, podendo chegar a 26 aeronaves do modelo Embraer E190-E2. As entregas devem começar no ano fiscal de 2029. O objetivo declarado é substituir os jatos E170 e E190 de primeira geração que a J-Air opera hoje, com capacidade para 76 e 95 passageiros, respectivamente — a frota atual da J-Air soma 32 aeronaves, com base principal no Aeroporto Internacional de Osaka (Itami).
No comunicado, a JAL cita um conjunto de razões para a troca: queda na demanda por viagens de negócios, mudanças demográficas no Japão, aumento de custos por inflação e câmbio desfavorável, além de exigências ambientais mais rígidas para a aviação regional. A operação se encaixa na estratégia de longo prazo da companhia, batizada de "JAL Group Management Vision 2035", que prevê a modernização gradual de toda a frota do grupo.
A decisão da JAL chega depois de rumores de que o E2 estaria na frente do Airbus A220 na concorrência pela renovação da frota regional japonesa. Com a ANA já operando ou tendo encomendado o mesmo E190-E2 em um pedido adicional, a Embraer consolida uma posição rara: fornecer o jato regional de referência para as duas maiores companhias aéreas do Japão ao mesmo tempo, em um mercado historicamente competitivo entre fabricantes.
A família E2 é a segunda geração dos jatos regionais da Embraer, com motores mais eficientes, menor consumo de combustível por assento e redução de ruído e emissões em relação aos modelos E170/E190 de primeira geração que a J-Air usa hoje. É exatamente esse ganho de eficiência — motores novos, não apenas um avião "maior" — que responde às exigências ambientais e de custo citadas pela JAL no próprio anúncio.
Pedidos como este reforçam a presença da Embraer, maior fabricante de jatos até 150 assentos do mundo, exatamente no segmento em que ela mais compete globalmente: a aviação regional. Garantir contratos com as duas maiores companhias aéreas de um mercado tão fechado e exigente quanto o japonês funciona como uma vitrine para negociações futuras em outras regiões.
As entregas estão previstas para começar no ano fiscal de 2029, segundo o anúncio da Japan Airlines.
Sim: com a renovação, a J-Air mantém uma frota 100% formada por jatos da Embraer, trocando apenas a geração dos modelos E170/E190 pela nova geração E190-E2.
O anúncio contempla 16 unidades firmes e 10 opções de compra. As opções são compromissos preliminares que podem ou não se converter em pedidos firmes, dependendo de decisões futuras da JAL.
A presença global da indústria aeronáutica brasileira não se limita à aviação comercial: veja também como o KC-390 da Embraer chegou à Ásia Central, e como negócios internacionais recentes, como o investimento da American Airlines na Azul, também estão redesenhando o mapa de alianças da aviação brasileira.
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