Em 16 de outubro de 2026, no aeródromo de Rendcomb, em Cirencester, na Inglaterra, uma mulher de 99 anos subiu em um biplano, foi presa a uma estrutura metálica sobre a asa e decolou para se tornar oficialmente a pessoa mais velha do mundo a praticar wing walking — o esporte de ficar em pé sobre a asa de um avião em pleno voo. O feito de Helga Duffy foi confirmado no local por um representante do Guinness World Records, que entregou o certificado ainda no aeródromo.
Imagem: uma pessoa em pé sobre a asa de um biplano em pleno voo, praticando wing walking. Foto de Styling321, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
Wing walking é uma modalidade de acrobacia aérea em que uma pessoa fica em pé, presa por cintos e estruturas metálicas reforçadas sobre a asa de um biplano, enquanto a aeronave realiza manobras em voo. Não é uma brincadeira improvisada: exige um biplano especialmente equipado, com pontos de fixação estrutural, e uma equipe de solo e de voo treinada para conduzir a manobra com segurança, geralmente em eventos beneficentes ou shows aéreos.
Helga Duffy tinha 99 anos quando realizou a proeza, superando a marca anterior, de Betty Bromage, que havia feito o mesmo feito aos 97 anos e já declarou a intenção de tentar recuperar o título ao completar 100 anos. A apresentação de Duffy estava originalmente marcada para 23 de setembro de 2026, mas precisou ser adiada, acontecendo finalmente em outubro. O voo teve como propósito arrecadar fundos para o serviço de ambulância aérea de Wiltshire e Bath, uma causa recorrente nesse tipo de recorde no Reino Unido.
O Reino Unido tem uma cultura consolidada de wing walking como atração de shows aéreos e evento beneficente, com equipes profissionais — como o time patrocinado pela Breitling, um dos mais conhecidos do mundo — que realizam demonstrações regulares em aeródromos e feiras aeronáuticas. Esse ecossistema de pilotos, aeronaves adaptadas e equipes de segurança é o que permite que recordes de idade, como o de Duffy e o de Bromage antes dela, sejam tentados com relativa frequência e segurança.
A prática remonta à aviação do início do século 20, quando pilotos e mecânicos caminhavam sobre a asa em voo para resolver problemas mecânicos emergenciais ou, já nos anos 1920, como atração circense em espetáculos de "barnstorming" nos Estados Unidos. O que começou como necessidade ou ousadia amadora se profissionalizou ao longo do século, até se tornar a modalidade de acrobacia regulamentada e equipada que existe hoje.
Dentro do contexto profissional de wing walking, sim: a pessoa é presa por cintos e estruturas reforçadas específicas para essa finalidade, a velocidade e as manobras são controladas pelo piloto, e toda a operação segue protocolos específicos de equipes especializadas nesse tipo de demonstração.
Não. É necessária uma aeronave adaptada, com pontos de fixação estrutural reforçados especificamente para suportar uma pessoa em pé sobre a asa durante o voo, além de treinamento específico do piloto para esse tipo de manobra.
O recorde de pessoa mais velha a praticar wing walking já havia sido batido antes por Betty Bromage, aos 97 anos, que pretende tentar recuperá-lo ao completar 100 anos — mostrando que esse é um recorde em disputa contínua entre praticantes veteranos.
Recordes pessoais incomuns não faltam na aviação: veja também como a rainha Suthida da Tailândia virou piloto de caça, e como o spotting, o hobby de fotografar aviões, também reúne esse tipo de entusiasta disposto a ir longe pela própria paixão por aviação.
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